Fonte: Guia de nutrição para o fisioculturismo/Guerra metabólica
1. Clembuterol
Este é outro medicamento também destinado a pacientes asmáticos. Clembuterol é um beta-2 agonista, sendo que a sua função é abrir vias aéreas obstruídas e com isso facilitar a respiração. Ocorre que sempre que uma droga se afina com uma célula receptora, esta se torna resistente à droga quando é muito utilizada. Por exemplo, o efeito termogênico da efedrina parece ser mais longo (apesar de não ser tão potente) por duas razões:
1) Efedrina não tem alta afinidade com o receptor;
2) Efedrina não é um beta-2 específico;
No mundo do culturismo, esta droga vem sendo utilizada por ter efeito anti-catabólico além de efeito lipotrópico. O clembuterol não elimina gordura através do mecanismo comum de aceleração do metabolismo, como a efedrina e drogas para a tiróide. De fato, o clembuterol ativa as células gordurosas marrom no corpo. Estas células estão usualmente dormentes, mas quando ativadas queimam as células gordurosas brancas, o que torna a pele mais fina e os músculos mais visíveis. Como anabólico ou anti-catabólico, o clembuterol não é tão potente como os esteróides anabólicos, porém pode aumentar significativamente a massa magra em alguns atletas; enquanto em outros, não provoca qualquer mudança na massa magra a não ser um pequeno aumento. (Como esta droga influencia o aumento muscular em alguns é um fato ainda misterioso). Parece que tal como acontece com relação aos esteróides, algumas pessoas têm mais receptores sensíveis a esta droga do que outras, mas esta é uma questão genética. Uma das desvantagens do uso de clembuterol é o maciço fechamento dos receptores mencionados anteriormente, ou seja, o clembuterol passa a não mais promover os efeitos desejados. Isto ocorre quando o medicamento é utilizado constantemente. Para evitar o fechamento dos receptores utiliza-se o clembuterol 2 dias sim e 2 dias não. Os efeitos colaterais diferem de pessoa para pessoa, sendo que os mais comuns são dores de cabeça, tremores, taquicardia e agitação. Usualmente os efeitos colaterais desaparecem após 2 ou 3 semanas de uso.
2. Salbutamol
O salbutamol, tal como o clembuterol, promove uma ligeira elevação, na temperatura corporal, o que já é um pequeno indicador de ocorrência da lipólise. Tal como o clembuterol, o organismo tende a desenvolver rapidamente tolerância a droga.É muito comum o questionamento da possibilidade de substituir o clembuterol pelo salbultamol. A dose efetiva parece girar em torno de 1 a 3 comprimidos de 4 mg diários e a dosagem deveria ser dividida, com intervalos regulares durante o dia, para garantir uma concentração estável na corrente sanguínea.
3. Cetotifeno
O cetotifeno é aparentemente desejável quando o objetivo é a perda de gordura, principalmente quando a combinação com outro termogênico, clembuterol ou salbultamol. Uma pequena dosagem dessa substância, parece reduzir drasticamente a sub-regulação promovido pelo clembuterol e salbultamol, permitindo ciclos mais longos da droga. Uma dosagem de 2 e 3 mg por dia parece ser bastante efetiva para evitar a sub-regulação do clembuterol e salbultamol, permitindo administração intermitente por várias semanas.
4. Oxadrolona
A oxadrolona é moderadamente androgênica e proporciona bom efeito anabólico, não causando efeitos colaterais pronunciados em dosagem terapêutica. Por isso era destinada a crianças e é uma das drogas mais preferidas entre as mulheres. Com efeito, principal, proporciona um grande aumento de força por aumentar os depósitos de fósforo creatina intracelular. A dosagem masculina parece variar de 4-12 comprimidos por dia e a feminina 2-4 comprimidos por dia. Cada comprimido, normalmente, tem a concentração de 2,5 a 5 mg.
5. Silimarina
A silimarina é um bioflavanóide extraído da fruta de Silymbum marianum muito utilizado por suas propriedades antialérgicas e estimulante do sistema circulatório. Bastante indicada no tratamento dos distúrbios hepáticos e no combate a hepatoxicidade causada pelos radicais livres (peroxidação lipídica). Por sua natureza fenólica, a Silimarina e seu isômero, a Silibinina, são antioxidantes capazes de reagir com numerosos radicais livres, incluindo radicais hidroxila, formando compostos mais estáveis e menos reativos. Os seus efeitos medicinais são conhecidos desde a Antiguidade: a planta era então usada para tratar a vesícula biliar e o fígado.
Referência:
Leng-Peschlow E – Uso medicinal e propriedades de flavolignanas de Silybum marianum (Silimarina). Phytotherapy research Vol 10, 1996.
6. GH (Hormonio do crescimento)
O GH é conhecido como somatropina, hormonio secretado pela glândula pituritária. É um potente hormônio anabólico que afeta todo o corpo humano. Entre outros efeitos, atua diretamente no crescimento muscular, ligamentar e cartalagionoso, influência na textura da pele e estimula a lipólise. O GH atua diretamente sobre o tecido gorduroso, intensifica a lipólise, mas também promove resistência a insulina, podendo levar a um estado hipoglicêmico.
7. Complexos vitamínicos
As vitaminas são substâncias não sintetizadas pelo organismo e são agentes essenciais ativos para a manutenção das funções biológicas. A sua deficiência ou ausência pode causar quadros doentios diversos denominados avitaminoses. As vitaminas são ativas em quantidades bastante pequenas. São classificadas em hidrossolúveis (solúveis em água) e lipossolúveis (solúveis em substâncias gordurosas). As vitaminas hidrossolúveis são as vitaminas do complexo B, PP (ácido nicotínico, nicotinamida, biotina e ácido fólico) e a vitamina C. As vitaminas lipossolúveis são: A, D, E e K. Toda pessoa que realiza uma dieta mista, contendo todos os grupos alimentares (carnes, ovos, verduras, frutas, legumes, cereais e oleoginosas) terá garantido a presença de um teor suficiente de vitaminas para garantir a saúde, o crescimento e o desenvolvimento normal. Ocorre que nós culturistas, outros atletas e demais pessoas ativas, podem ter as necessidades vitamínicas aumentadas, de forma que só para ficar do lado seguro da ponte é conveniente selecionar um complexo vitamínico, tal como: Unciap T, Supradim, Strasstab, Centrum etc, e seguir a dose recomendada que, normalmente, é de um comprimido diário com a principal refeição. Alguns destes complementos vitamínicos vêm acompanhados de minerais os quais são responsáveis pela manutenção de inúmeras funções fisiológicas como contratibilidade muscular, na função nervosa, coagulação sangüínea, transporte de oxigênio, entre outras. Observe que o consumo exagerado de algumas vitaminas pode causar um quadro de hipervitaminose com conseqüências desagradáveis. Porém, existem algumas vitaminas especiais, cujo consumo extra é de muita importância para o atleta. São elas: as vitaminas C, B6 e as vitaminas antioxidantes que iremos especificar a seguir.
8. Vitamina C (ácido ascórbico).
Esta é a molécula predileta de Linus Pauling, duas vezes Prêmio Nobel. A vitamina C, dentre outros efeitos, reduz os sintomas das gripes e resfriados acelerando o processo de recuperação e tem um efeito anti-catabólico. Este efeito anti-catabólico tem importância fundamental para nós. Ocorre que a vitamina C controla uma substância produzida pelo organismo denominada cortisol. Este é um hormônio liberado quando uma pessoa entra em estresse e também quando elevados esforços físicos são realizados, como um treinamento pesado. Este hormônio é antagonista à testosterona. De fato, a liberação de cortisol suprime a testosterona natural produzida em nosso organismo. Inicia-se então, uma disputa entre estes dois hormônios; enquanto o cortisol tem um efeito catabólico (diminui a massa muscular) a testosterona tem um efeito anabólico (constrói a massa muscular). O cortisol também suprime importantes funções imunológicas no nosso organismo, tornando o corpo mais suscetível a gripes e resfriados. Esta é mais uma razão pela qual os esteróides anabólicos são utilizados com sucesso. Desde que estes sejam testosteronas sintéticas, competem com o cortisol por receptores específicos no citoplasma celular. Por isso os esteróides anabólicos, além de efeito anabólico, são ainda anti-catabólicos, aliás parecem ser mais anti-catabólicos do que anabólicos. É por isso também que alguns atletas usuários de esteróides anabólicos, quando terminam um ciclo de esteróides, tendem a ficar resfriados ou gripados e perdem muita massa muscular como um balão que se murcha. Ocorre que, quando se deixa de administrar testosterona inadequadamente, demora semanas ou até meses para que a produção natural de testosterona se restabeleça. Enquanto isso o cortisol se torna dominante, podendo causar queda no sistema imunológico e catabolismo muscular. Como elemento anti-catabólico a vitamina C diminui a produção de cortisol e não compete com o mesmo como faz a testosterona, e é uma maneira saudável de controlar este hormônio catabólico que é produzido em resposta ao treinamento árduo. A dose recomendada é de 3000 à 5000 mg de vitamina C ao dia. Saliento que esta vitamina não é tóxica em grandes quantidades, nem está presente nestas quantidades nos complexos multivitamínicos sugeridos anteriormente, de forma que quantias extras devem ser administradas, caso o atleta faça ou não o uso de esteróides anabólicos. Cewin, Cebion e Redoxon são alguns nomes comerciais. Fontes naturais de vitamina C são as frutas cítricas (limão, laranja, acerola etc) e verduras como o pimentão verde, brócolis e espinafre. Porém, para se conseguir o valor acima recomendado é mais fácil e conveniente usar os suplementos, a não ser que você esteja a fim de comer espinafre ou chupar laranja o dia inteiro. São necessários cerca de 10 copos de suco de laranja para obter 1 grama de vitamina C.
9. Vitamina B6 (piridoxina)
Esta é outra vitamina cujo suplemento extra vale a pena. A vitamina B6 ou piridoxina está diretamente relacionada com o metabolismo dos aminoácidos, ou seja, quanto mais proteína você ingere mais vitamina B6 você necessita. Já que a recomendação diária é baseada numa ingestão média de proteína por uma pessoa normal (0.02 mg B6/grama de proteína) e que dietas baseadas em carne normalmente são pobres em ocorrência natural desta vitamina, um culturista que ingira 200 gramas de proteína por dia necessitará de aproximadamente 4 mg de vitamina B6 ao dia. Fontes naturais de vitamina B6 são carnes (de porco principalmente), leguminosas, verduras frescas e cereais integrais.
10. Antioxidantes
Os antioxidantes são um dos suplementos mais visados por atletas e pessoas que tenham por objetivo a saúde e o controle do envelhecimento. Os antioxidantes são basicamente compostos químicos que combatem substâncias no organismo conhecidas como radicais livres. Os radicais livres são moléculas instáveis que flutuam na corrente sangüínea, causando danos aos tecidos. Estes radicais livres podem ter diversas origens tais como o metabolismo do oxigênio (o simples ato de respirar provoca a formação de radicais livres) e o processo de sintetização dos alimentos. Existem ainda uma série de fatores que maximizam a formação de radicais livres como o fumo, estresse emocional e a prática de exercícios extenuantes (daí a insistência no uso dos antioxidantes para nós culturistas). Entre as substâncias antioxidantes encontram-se as vitaminas A, C, E e o beta-caroteno, além da coenzima Q10 o n-acetil cistina, selenium, o hormônio melatonina, entre outros. No mercado, encontram-se à disposição uma série de antioxidantes com diferentes combinações desses elementos.
11. Creatina monoidrato
Esta substância tem uma ocorrência natural no corpo humano, sendo a principal fonte de energia do músculo. Pesquisas realizadas nos últimos anos descobriram que o corpo humano é capaz de armazenar mais creatina do que normalmente consumimos numa dieta normal (indivíduos normais produzem cerca de 2 gramas de creatina por dia no fígado, rins e pâncreas). Através do saturamento de creatina, o músculo se torna mais forte e se recupera mais rapidamente de esforços físicos. A creatina também aumenta o volume muscular por atrair água para dentro da célula, talvez por sintetizar proteína mais rapidamente e evitar sua quebra. A razão exata pela qual a creatina funciona ainda não é sabida, tal como inúmeros outros fenômenos científicos, mas o fato é que com o seu uso o atleta se torna mais denso, acrescenta massa magra e se torna mais definido. A administração de creatina faz-se em duas fases: fase de saturação e de manutenção. Na fase de saturação da célula, vêm obtendo-se resultados com a administração de 20 gramas de creatina em 4 doses diárias por 5 dias. Após a célula estar saturada, usa-se 10 gramas diárias em duas doses como manutenção. esta dose pode ser aumentada, dependendo do volume corporal. Conhecemos culturistas que, com dose de manutenção, utilizam 20 gramas. Sugere-se que a superdosagem contínua possa causar sobrecarga para o rim, muito embora isto ainda não seja certo. A fórmula mais recomendada e efetiva de administração de creatina é entre as refeições. A creatina é misturada com água morna e misturada com um copo de suco de fruta ou com solução de glicose. Ocorre que a água morna ajuda a dissolver a creatina, enquanto o suco de fruta ou a solução de glicose libera insulina a qual realiza o transporte da creatina para dentro da célula. Estudo recente na Universidade de Nottingham demonstra que a solução de glicose é mais eficiente.
12. Complementos protéicos
Sabemos nesta altura do campeonato a importância das proteínas para a edificação da massa muscular (sem proteína não se constróem músculos). É por isso que a indústria de complementos alimentares tem à disposição no mercado diversos complementos protéicos tais como albumina de ovo, caseinato de cálcio, proteína hidrolisada de soja, whey protein (proteína do soro do leite) etc. Estas proteínas possuem diferentes graus de retenção de nitrogênio no organismo sendo que "whey protein" possui este grau mais elevado, sendo portanto, de melhor qualidade e de mais rápida absorção. É muito conveniente seu consumo após o treino e de manhã cedo, quando a reposição de aminoácidos é necessária o mais rápido possível. Em seguida escolhem-se as outras proteínas hidrolizadas (pré-digeridas) e por último as proteínas concentradas, a saber, a caseína e a albumina que, na verdade, não passam de proteínas brutas. O fato é que o organismo humano é adaptado a absorver proteínas de fontes naturais animais ou vegetais. Estes complementos protéicos podem servir para tornar eventualmente a sua vida mais fácil no tocante à obtenção de proteínas de acordo com as suas necessidades diárias. Mas lembre-se que, analisando a relação custo/benefício, quilo por quilo de proteína, muitas vezes é muito mais barato comprar carne ou ovos do que estes complementos, sem contar que carne é carne e estes complementos nem sempre contêm aquilo que alardeiam. Olho aberto!
13. Refeições líquidas
Este é um tipo de suplementação que se encontra no mercado há muitos anos. Produtos como Sustagem, Sustacal e outros já eram conhecidos pelos nossos pais. Estes produtos contêm tudo o que é necessário em uma refeição balanceada como proteínas, carboidratos, gordura, vitaminas e minerais. Mas é lógico que nesta ocasião ninguém pensou nas necessidades especiais dos "gulosos" culturistas, de forma que só mais recentemente (no início da década de 90) é que começaram a ser lançados produtos mais direcionados para atletas, nós culturistas incluídos. Estes produtos contêm tudo ou quase tudo que um culturista necessita em uma refeição. Como temos de realizar diversas refeições por dia, esta é uma forma de tornar a vida mais fácil, pois afinal não são todas as pessoas que têm à disposição tempo ou uma cozinheira de plantão para cozinhar as nossas 6 refeições diárias. O problema é que existem muitos atletas que abusam deste meio e substituem quase todas as refeições e se tornam viciados em refeições líquidas que podem vir em diversos sabores muito agradáveis. Apesar de ser uma ótima opção, temos algumas considerações a fazer a respeito destas refeições líquidas. A primeira é que são pobres em fibras, de forma que particularmente, não aconselhamos que sejam substituídas mais do que 3 refeições diárias. Segundo, aconselhamos que sejam dissolvidas em água e não em leite ou suco de frutas, pois o leite, pela presença da lactose, pode causar indigestão para muitas pessoas; além disso, pode ocasionar a retenção de líquido subcutâneo da mesma forma que a frutose do suco de fruta. Algumas marcas encontradas no mercado são: MET-Rx, METAFORM, RX Fuel e MYOPLEX; todas de fabricação norte-americana e na maior parte das vezes acondicionadas em pacotes individuais já na dosagem necessária para uma refeição.
14. Sports drinks
Estas bebidas normalmente contêm a combinação de alguns dos elementos a seguir: eletrólitos (potássio, magnésio, cálcio, sódio) que visam a reposição de minerais liberados durante a atividade física, algumas vitaminas envolvidas no metabolismo energético (C e E), fontes de carboidratos simples (glucose, frutose etc) para provir energia imediata durante a prática da atividade física e durante a recuperação e algumas outras substâncias envolvidas na produção de energia (carnitina, inosina e o cromo). Apesar de serem mais úteis para atletas que realizam atividades aeróbias de longa duração, quando a necessidade de carboidratos e eletrólitos é maior, estes líquidos também podem ser utilizados por nós culturistas, principalmente quando o treino for mais intenso, como no dia em que treinamos grupos musculares maiores e quando o dia for muito quente. Para aqueles que optam por dieta baixa em calorias provenientes de carboidratos, o uso destes líquidos pode também evitar que a massa muscular seja acionada como fonte de energia. Repare que, de qualquer forma, para nós culturistas, estes líquidos só devem ser ingeridos durante ou logo após o treinamento para evitar a flutuação de insulina, como exemplo destas bebidas podemos citar Gatorade, Marathon, Carbo Fuel, Carbo Vit e Sport Fuid.
15. BCCA (L-leucina, L-valina e L-isoleucina)
Estes aminoácidos perfazem um terço de toda a proteína muscular. A complementação com BCAA evita perda de massa muscular e força devido ao efeito de treinamento rigoroso. É recomendado a administração de BCAA antes e logo após o treino a ser ingerida com sports drinks ou solução de glicose, porém não com a refeição, pois os BCAAs irão concorrer com as outras proteínas presentes nos alimentos, dê um intervalo de 15-30 minutos pra que possa realizar a sua refeição após a administração de BCAA. Analisando a velha relação custo/benefício, acreditamos que, desde que você garanta o consumo de proteínas de uma fonte confiável e em quantidade suficiente, o uso de aminoácido (mesmo os BCAAs) torna-se um gasto desnecessário.
16. Glutamina
A glutamina e a alanina são aminoácidos não essenciais, ou seja, o nosso organismo está apto a sintetizá-los. Estes aminoácidos livres, particularmente a glutamina, são os mais encontrados no músculo, perfazendo aproximadamente 50% de todos os aminoácidos livres; a alanina perfaz aproximadamente 10%. Os níveis de glutamina são altamente correlacionados com o processo de síntese protéica no músculo. Durante o treinamento, grandes quantidades de glutamina e alanina são solicitadas do músculo. Dependendo da intensidade do esforço, solicita-se mais aminoácido do que existe à disposição no músculo. A perda de glutamina e alanina acaba por exigir que outros aminoácidos, particularmente os BCAAs, sejam recrutados para refazê-las. Como o glicogênio e a creatina, a glutamina atrai para dentro da célula eletrólitos e água, causando aumento de volume muscular. Desta forma, existe uma tendência muito recente de adicionar glutamina em alguns complementos, suplementos protéicos e gainers em particular, para que esta aja como agente anti-catabólico e suporte o crescimento muscular, mas a quantidade efetiva a ser administrada ainda não é conhecida. De qualquer forma este complemento promete. Fique ligado!
17. HMB (Beta-hidroxo Beta-metilbutirati)
Esta substância é um metabólito do aminoácido de cadeia ramificada leucina que tem uma ocorrência natural em alimentos de reino animal e vegetal. O HMB também é produzido no corpo, sendo que esta quantidade diária varia de 0.1 a 1 grama dependendo da dieta. Milho, algumas frutas cítricas e alguns peixes parecem ter boa quantidade desse elemento. Mas o que há de especial a respeito desta substância? Ocorre que, em 1995 na conferência do Colégio Americano de Medicina do Esporte em Minneapolis, demonstrou-se que o uso de HMB provavelmente cause grande aumento de força e volume muscular. Não que este tenha efeito anabólico, mas sim por suas propriedades anti-catabólicas, como sugerem os cientistas. Recentes evidências demonstram que até 75% dos resultados obtidos em ganho de massa muscular por uso de esteróides anabólicos residem na sua capacidade anti-catabólica tendo, portanto, mais importância do que a propriedade anabólica propriamente dita. Desta forma, é fácil de notar a importância da suplementação com substâncias que tenham o poder anti-catabólico. A suplementação com 3 gramas de HMB, que é uma dose 3 vezes superior àquela que é o máximo que o organismo produz, pode causar significativo aumento de força e massa muscular.
18. Rimonabanto
O rimonabanto é um antagonista seletivo dos receptores canabinóide-1 (CB1) que inibe os efeitos farmacológicos dos agonistas canabinóides in vitro e in vivo . O sistema endocanabinóide é um sistema fisiológico presente no cérebro e nos tecidos periféricos (incluindo adipócitos) que afeta o balanço energético, metabolismo lipídico, glicídico e o peso corporal, e que regula nos neurônios do sistema mesolímbico a ingestão de alimentos altamente saborosos, açucarados ou gordurosos. Usa-se como adjuvante à dieta e aos exercícios para o tratamento de pacientes obesos ou Sobrepeso com fatores de risco associados, como glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
Rimonabanto é contra-indicado nos seguintes casos:
- Em pacientes com hipersensibilidade ao rimonabanto ou a qualquer ingrediente dos comprimidos;
- Amamentação
- Em pacientes com depressão maior em atividade e/ou que estejam sob tratamento antidepressivo
Informe o seu médico antes de iniciar o tratamento com Ribonabanto em casos de:
- Insuficiência hepática;
- Insuficiência renal grave;
- Epilepsia;
- Ser menor de 18 anos. Não existe informação disponível sobre o uso do Ribonabanto em indivíduos com menos de 18 anos de idade;
- Idade acima de 75 anos;
- Sintomas de depressão;
- Histórico de depressão ou pensamentos suicidas.